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Terapia para relacionamentos: como funciona e qual o papel do psicólogo

Foto do escritor: psirodrigotoledo
psirodrigotoledo
16 de set.
4 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

Relacionamentos podem ser fonte de afeto, intimidade e construção compartilhada, mas também podem mobilizar inseguranças, medos, conflitos e formas de sofrimento difíceis de compreender sozinho. A terapia para relacionamentos pode ser procurada durante uma relação, depois de um término, diante de dificuldades recorrentes ou quando a pessoa percebe que certos padrões parecem se repetir em vínculos diferentes.

Nem sempre quem procura psicoterapia quer terminar uma relação ou está vivendo uma crise grave. Às vezes, existe apenas a sensação de que algo não está funcionando: dificuldade para confiar, medo de abandono, ciúme intenso, conflitos constantes, dificuldade de colocar limites ou a impressão de estar sempre escolhendo pessoas que oferecem menos do que se deseja.

Na terapia para relacionamentos, o trabalho não parte da ideia de definir quem está certo ou errado, mas de compreender o que está acontecendo naquele vínculo e como a própria história de cada pessoa participa da forma como ela se relaciona.

O que é a terapia para relacionamentos

Terapia para relacionamentos é um trabalho psicoterapêutico voltado à compreensão das dificuldades afetivas e dos padrões que aparecem nos vínculos.

Podem surgir questões como medo de ficar sozinho, dificuldade de confiar, dependência emocional, ciúme, repetição de relações insatisfatórias, dificuldade de terminar um vínculo ou de construir intimidade.

Não existe uma única forma de relacionamento saudável nem um modelo que deva servir para todas as pessoas. O trabalho clínico procura compreender o que faz sentido para aquela pessoa e quais dificuldades estão produzindo sofrimento.

Terapia com foco em relacionamentos não é um lugar para descobrir quem está certo

É comum chegar à terapia querendo contar aquilo que o outro fez.

Uma traição, uma mentira, uma ausência, uma quebra de confiança ou uma relação que terminou de maneira dolorosa podem gerar necessidade de falar, organizar a experiência e compreender o que aconteceu.

Isso faz parte do processo.

Mas a psicoterapia não funciona como um tribunal em que o psicólogo decide quem foi o culpado pela relação não ter dado certo.

Também não significa distribuir responsabilidade igualmente em todas as situações. Violência, abuso, coerção e manipulação precisam ser reconhecidos como tais. Nem todo conflito possui duas partes igualmente responsáveis.

Fora dessas situações, porém, trabalhar relacionamentos frequentemente envolve olhar também para aquilo que cada pessoa faz quando está em um vínculo.

Como reage ao medo?

Como pede aquilo de que precisa?

O que acontece quando se sente rejeitada?

Quais limites consegue estabelecer?

Que tipo de situação costuma tolerar por muito tempo?

Essas perguntas não servem para culpabilizar. Servem para ampliar aquilo que pode ser compreendido e, eventualmente, transformado.

O papel do psicólogo em questões de relacionamento

Existe uma imagem bastante romantizada da psicoterapia como um lugar em que alguém fala e recebe acolhimento e validação.

Acolher é importante.

Validar um sofrimento também.

Mas isso não significa concordar com todas as interpretações ou confirmar que o problema está sempre no outro.

O papel do psicólogo pode envolver escutar, acolher, validar, questionar e interpretar. Em determinados momentos, também significa apontar contradições ou repetições que talvez sejam difíceis de perceber sozinho.

Uma pessoa pode, por exemplo, dizer que deseja estabilidade e ao mesmo tempo se envolver repetidamente com pessoas indisponíveis. Pode querer proximidade, mas se afastar quando alguém começa a se aproximar. Pode desejar confiança, mas recorrer constantemente a formas de controle que acabam produzindo mais distância.

A psicoterapia não oferece uma resposta pronta para essas contradições.

Ela cria condições para que possam ser compreendidas.

O que pode ser trabalhado na terapia para relacionamentos

As questões que chegam à psicoterapia são bastante diferentes entre si.

Podem envolver:

  • medo de abandono ou rejeição;

  • ciúme e insegurança;

  • dificuldade de confiar;

  • repetição de relacionamentos insatisfatórios;

  • dificuldade de colocar limites;

  • dependência emocional;

  • conflitos depois de uma traição;

  • dificuldade de terminar uma relação;

  • solidão e medo de permanecer sozinho;

  • diferenças de desejo e intimidade;

  • dificuldade de construir novos vínculos depois de um término.

A forma como as pessoas se relacionam também mudou.

Os aplicativos de relacionamento, por exemplo, ampliaram as possibilidades de encontro, mas também trouxeram experiências como ghosting, comparação constante, sensação de substituição rápida e uma oferta aparentemente infinita de novas possibilidades.

Esses elementos fazem parte do contexto atual, mas não explicam tudo.

A forma como cada pessoa reage a essas experiências também se relaciona com sua história, seus medos, suas expectativas e aquilo que aprendeu sobre intimidade e vínculo ao longo da vida.

Quando procurar terapia por questões de relacionamento

Não é necessário esperar uma crise grave.

A psicoterapia pode fazer sentido quando a pessoa percebe sofrimento recorrente ou quando determinada questão começa a ocupar espaço demais em sua vida.

Talvez diferentes relações terminem de formas muito parecidas.

Talvez exista dificuldade para confiar mesmo quando não há motivos concretos para desconfiança.

Talvez terminar uma relação pareça impossível mesmo quando permanecer nela também produz sofrimento.

Ou talvez exista simplesmente a sensação de não compreender por que determinados vínculos despertam reações tão intensas.

Procurar terapia não significa assumir que “o problema está em você”.

Significa aceitar a possibilidade de compreender melhor aquilo que está ao seu alcance reconhecer e transformar.

Psicoterapia não promete relacionamentos perfeitos

O objetivo da terapia não é ensinar alguém a nunca mais errar, sentir ciúme, se frustrar ou sofrer por amor.

Relacionamentos inevitavelmente envolvem diferenças, limites e frustrações.

O trabalho pode ajudar a compreender melhor aquilo que acontece quando essas experiências aparecem.

Isso pode significar aprender a sustentar uma conversa difícil, reconhecer mais cedo um limite, perceber uma repetição antes que ela se imponha novamente ou compreender por que determinada situação produz tanto medo.

Às vezes, o processo ajuda uma relação a se reorganizar.

Em outras situações, ajuda alguém a reconhecer que aquele vínculo deixou de fazer sentido.

O objetivo não é preservar uma relação a qualquer custo, nem incentivar seu término.

É ampliar a possibilidade de escolha.

É dessa forma que procuro trabalhar questões relacionadas à vida afetiva: sem partir da ideia de encontrar culpados ou oferecer respostas prontas, mas tentando compreender a demanda, a história daquela pessoa e o que pode estar se repetindo em seus vínculos.

Atendo adultos presencialmente em São Paulo, na região de Cerqueira César e Jardins. Para quem está em outra cidade ou prefere esse formato, também realizo terapia online para relacionamentos.

Para dúvidas, informações ou agendamento de uma primeira consulta, entre em contato comigo pelo WhatsApp.


Psicólogo Rodrigo Toledo Potechi

CRP: 06/001760-IS / 03/27592

 
 
 

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